Um avião de pequeno porte caiu em Belo Horizonte nesta segunda-feira (4) e deixou três mortos após colidir com um prédio. Um levantamento realizado pela Jovem Pan aponta que, desde 2020, 376 pessoas morreram em acidentes envolvendo aeronaves de pequeno porte no Brasil. O número representa 89,52% das mortes totais em acidentes com aviões no país. Os aviões considerados de pequeno porte são aqueles com menos de 20 passageiros, segundo especialistas.
De acordo com a apuração feita, analisando dados da Flight Safety Foundation, ONG internacional referência em pesquisa de acidentes aéreos, o Brasil registrou 213 acidentes aéreos com mortes no período. 54 dessas mortes foram de pessoas que não estavam nas aeronaves.
Dessas ocorrências, apenas uma delas envolveu um avião de grande porte, o acidente da Voepass, quando um ATR 72-500 caiu no interior de São Paulo, em Vinhedo, e matou 62 pessoas.
Desde 2020, 212 aeronaves de pequeno porte sofreram acidentes com mortes no Brasil. Em 2025, foram 33 quedas fatais. Somente neste ano de 2026, 11 acidentes com mortes envolvendo pequenas aeronaves já foram registrados.
O levantamento considera apenas acidentes em território brasileiro, ou seja, mesmo que tenha decolado do Brasil e caído em outro país ou mar, o acidente não foi considerado.
Acidente em BH
Um avião de pequeno porte colidiu com um prédio no bairro residencial de Silveira nesta segunda. A aeronave tinha cinco ocupantes. O piloto e copiloto morreram, segundo o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. Posteriormente, um outro passageiro morreu no Hospital João XXII, onde mais duas pessoas estão internadas.
Ainda segundo o órgão, não há risco de explosão de combustível, pois foi aplicada uma espuma sobre o líquido derramado. Também não há vítimas na edificação ou risco estrutural aparente. O hall de escadas foi comprometido.
Após bater no prédio de apartamentos, o avião caiu em uma área de estacionamento. Pouco antes da colisão, o piloto teria informado à torre de controle do Aeroporto da Pampulha que enfrentava dificuldades no procedimento de decolagem.
Segundo a Agência de Aviação Civil (Anac), o modelo envolvido no acidente seria um EMB-721C, de 1979, um monomotor com capacidade para transportar até seis pessoas. A aeronave está registrada no nome de Flavio Loureiro Salgueiro.
Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a aeronave está regularizada até o dia 1º de abril de 2027, de operação privada.
As causas do acidente serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Foi acionado o Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA III), com sede no Rio de Janeiro (RJ).





